Bernardette

Bernardette – Beijinho docinho

por Bruno Raposo

A voz doce de Bernardette transporta-nos para um mundo de magia onde tudo é perfeito, um mundo repleto de paz e amor. A sua voz é tão meiga que acredito que possa ser a solução para resolver os grandes conflitos mundiais.  Se o seu disco “Maçã do amor” fosse distribuído na Palestina e em Israel era capaz de terminar de uma vez o conflito israelo-palestiniano, com os cocktails molotofs a serem substituídos por “beijinhos docinhos”.

Infelizmente poucos tiveram a sorte de conhecer este trabalho de Bernardette. Editado recorrendo a fundos próprios, foi também ela a responsável pela sua distribuição no Luxemburgo, terra que a acolheu, juntamente com toda a sua família, depois de deixar a sua aldeia em Trás os Montes na juventude.

Bernardette ainda tentou, sem sucesso, obter o apoio de editoras, no entanto isso não a impediu de perseguir o seu sonho de cantar. O dinheiro poupado como empregada de limpeza num liceu do Luxemburgo foi usado para gravar dois álbuns, sendo este “Maçã do Amor”, editado em 2007, o seu segundo (e penso que último) registo. Do primeiro poucos ouviram falar.

Este “Mação do Amor” é tão raro em Portugal que eu já nem me lembro de como o obtive. Creio, salvo erro, que foi a própria que mo enviou quando falei dela no Portal Pimba a propósito de uma entrevista que deu à Júlia Pinheiro nas Tardes da Júlia. A partir daí nunca mais ouvi falar de Bernardette e uma pesquisa na internet não nos devolve grandes resultados. Por isso peço, a quem saiba algo sobre a mesma, que me informe.

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